quarta-feira, 27 de maio de 2009

O novo do velho


( Gravura de Alice Soares)

Well, eu deveria estar nesse momento planejando minhas aulas, mas esbarrei no meu caderno de poesia mais recente e uma fagulhazinha se reacendeu. Acho que não é em vão, pois ando trocando ideias (pois é, agora sem acento) com alguns amigos criativos, e isso também acaba mexendo um pouco com o que está latente quase que constantemente. E por que não parar um instante e dar um espacinho pra loucura? Viva ela, que nos mantém vivos! E como eu tenho esse espaço aqui mesmo (nem sei se ainda passa alguma alma por aqui... olá?), aí vai o que acabou de sair quentinho do forno movido a fosfato:

Oblíquos

Uma linha no caderno, pernas tortas na esquina
Palavra que não, suspiro que sim
Em mim, em ti
Nos pronomes a mais, roupas de menos
Nas noites banais, olhos amenos.

Talvez um gesto, talvez um minuto
Talvez um copo, um papo, um cigarro
E ficamos assim:
Eu na minha sombra e tu na minha cabeça.

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